quinta-feira, 4 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O CHÁ DA MEIA-NOITE - Richard Simonetti (Bauru/SP)
(Mentes do Amanhã - Ano III - Edição VII - Setembro/Outubro de 2010)
Acontece algumas vezes comigo:
Aplico o passe magnético em moribundos. Pouco depois, exalam a último suspiro.
Pois é! Morrem!
Companheiros dizem que meu passe é “o chá da meia noite” – remete o degustador para o Além.
– Se eu estiver mal, não chamem o Richard! – advertem.
Brincadeiras à parte, há a velha questão, envolvendo o doente terminal, convocado às etéreas plagas, bilhete em mãos, pronto para o embarque.
É possível apressar a partida, usando recursos como o passe magnético?
O folclore do sertão nos diz que sim, apresentando-nos a figura do “ajudador”.
Trata-se de alguém especializado na “incelência”, o empenho de convencer o moribundo a soltar-se.
O “ajudador” emprega, em seu mister, cantos, ritos e rezas especiais.
O passe magnético, aplicado em clima de contrição, com evocação da proteção divina, é eficiente “incelência”, a favorecer a ação de benfeitores espirituais que assistem os desencarnantes.
Geralmente, o paciente terminal tende a agarrar-se ao corpo depauperado, prolongando a agonia. Devemos conversar com ele, ao aplicarmos o magnetismo, procurando faze-lo sentir que não está só, que há o amparo espiritual, que seus sofrimentos terão fim, que a vida continua...
Na medida em que consigamos dar-lhe alguma segurança, ele se soltará mais facilmente, e o desencarne acontecerá sem delongas, facilitando a ação dos benfeitores espirituais.
***
O problema maior dos que partem são os que ficam.
Os familiares, não raro em desespero, cercam o leito, em ardentes orações, implorando a complacência divina.
Não conseguem encarar a separação.
Em nenhuma outra situação se evidenciam, de forma tão dramática, nossas velhas tendências egocêntricas.
Todos pensam em si, na sua perda pessoal.
Esquecem o enfermo, em quem pesam os anos e as dores, para o qual a morte será abençoada libertação.
Produzem a chamada “teia de retenção”.
Sustentam, magneticamente, com sua inconformação, o moribundo.
Não evitam a morte.
Prolongam a agonia.
O paciente, que poderia libertar-se em alguns minutos, levará horas, ou dias, em sofrimentos desnecessários.
Há exemplos variados, envolvendo pessoas ilustres. Não obstante seu valor, experimentam agonia prolongada, em face da “teia de retenção”, sustentada por milhares de beneficiários de sua generosidade. Isso porque eles não conseguem encarar com serenidade o retorno do benfeitor à vida espiritual.
Nesses casos, os “ajudadores” do Além costumam usar interessante recurso:
Promovem, com passes magnéticos, uma recuperação artificial do paciente. Melhora, recobra a lucidez, revela promissora recuperação.
Os retentores suspiram, aliviados, relaxam, vão descansar…
Os mentores espirituais aproveitam a pausa na “teia de retenção”, e em breves momentos o moribundo exala o último suspiro.
Muitos se revoltam:
– Pensávamos que Deus ouvira nossas orações! Ele nos enganou…
Certa feita, conversei com um médico, pertencente à equipe dos “anjos do asfalto”, que atende acidentados, na Via Dutra, eixo Rio-São Paulo.
Comentou que são comuns ocorrências dessa natureza. O paciente com traumatismo craniano, “mais para lá do que para cá”, resiste enquanto há familiares e amigos por perto, em correntes de oração, a vibrarem em favor de sua recuperação.
Com o passar do tempo, o pessoal vai se afastando. Ficam apenas os mais chegados. De repente, o paciente parece melhorar. Os familiares respiram, aliviados, relaxando a vigília. Então ocorre a morte.
Essa situação repete-se com tanta freqüência que o povo costuma dizer:
– Foi a melhora da morte. Melhorou para morrer!
Isso mesmo!
Melhorou para afastar familiares que estavam retardando o passageiro do Além.
Com a Doutrina Espírita aprendemos ser “ajudadores”, jamais “retentores”. Exercitamos a “incelência” ideal, que nos habilita a enfrentar com serenidade os desafios da Terra e as dúvidas do Além:
A oração e a submissão à vontade de Deus.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
LEI DE SOCIEDADE - Marcos Papa (Ribeirão Preto/SP)
(Mentes do Amanhã - Ano III - Setembro/2010)
Constatamos diariamente pelos noticiários que a nossa situação social é ruim.
O Brasil possui a segunda pior concentração de renda do mundo, altíssimos índices de violência, criminalidade infiltrada e muitas vezes operando as mais altas esferas de nosso poder público. Escândalos são sucedidos por outros escândalos, e estes nos fazem esquecer daqueles antes que sejam esclarecidos e os responsáveis legalmente punidos.
Felizmente temos a certeza plena, com Jesus, de que aqueles por quem os escândalos vêm terão que colher o que plantaram em experiências educativas nos processos reencarnatórios. Aprendemos com Kardec que por escândalos devemos entender todos os atos que lesem o próximo ou a nós mesmos, sejam do universo público ou privado; portanto juízo! Jesus também nos revela a Lei Divina que determina seja dado a cada um segundo suas obras. O plantio é opção, a colheita obrigação. Melhor plantar melhor. Essa certeza plena nos confere paz para não permitirmos que a indignação, saudável, descambe para a revolta piorando nosso campo vibratório e anulando uma reação equilibrada, orando pelos que tropeçam moralmente, mas exigindo a aplicação da lei, na construção da sociedade civilizada que almejamos.
A boa notícia é que já progredimos muito.
Em Obras Póstumas, Allan Kardec nos relembra nossa organização social antiga anunciando o surgimento futuro da aristocracia intelecto-moral, como conseqüência do processo evolutivo no qual todos estamos amorosamente matriculados. “Das ovelhas que Meu Pai Celestial Me confiou, nenhuma se perderá”. Bom né?!
Informa o codificador que as Aristocracias, do grego “poder dos melhores”, já foram dos patriarcas, em tempos primitivos. Depois, por força das guerras, a da força bruta, liderada pelos mais fortes; a do ouro, liderada pelos mais ricos, os reis e seus descendentes. Evoluímos para a aristocracia da inteligência, mais justa, mas não a ideal. Os piores malfeitores da humanidade eram muito instruídos, mas não eram moralizados, ou educados, se preferirmos a visão Espírita de educação; o mesmo acontece hoje.
À medida que o homem aprender e praticar os princípios éticos universais ensinados por Jesus, e explicados por Kardec, teremos uma aristocracia moral e intelectualmente desenvolvida.
Nosso olhar panorâmico em direção ao passado nos dá coragem em trabalhar o presente e sonhar com a “ciência e o amor a favor futuro..com o respeito, os humanos direitos fazendo pensar os pilares de uma nova era”.
As circunstâncias mudaram, mas na essência nosso desafio continua o mesmo: reformar o nosso caráter! Combater nossas más tendências e trabalharmos no bem, no limite das nossas forças! Alinhar as nossas atitudes às recomendações do Mestre. “Amar com ardente caridade” o trabalho, a solidariedade e a tolerância. Ter para com os outros a mesma paciência que adoramos que tenham conosco.
Como realizar esse progresso em nós sem vivermos em sociedade? Isolados vamos perdoar quem? Ajudar a quem? Aprender com quem? Construir a democracia plena para quem?
Como prescindir da instituição da família no nosso acolhimento cristão-espírita nos retornos à arena terrena?
Deus sabe o que faz e nos pôs a viver em sociedade para juntos realizarmos a construção de nós mesmos rumo à felicidade com Ele, para sempre!
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
NEM OS ESPÍRITOS VÃO - Orson Peter Carrara (Matão/SP)
(Mentes do Amanhã - Ano III - Setembro/2010)
Sabe-se que os espíritos estão por toda parte e que procuram os que lhes interessa, obedecendo ao critério de sintonia com os próprios interesses. Assim é fácil entender que os bons espíritos procuram o bem, a fraternidade, ou, em outras palavras, os grupos e pessoas que estão construindo o bem por toda parte, participando de suas atividades, inspirando-lhes as ações, confortando corações, amparando nas dificuldades. Da mesma forma espíritos ainda em vinculados a interesses grosseiros ou menos dignos também procuram grupos e pessoas que se envolvem com intrigas, calúnias, inveja, ciúme, competições, vingança e situações parecidas.
Isso significa dizer que temos por companhias espirituais exatamente aquelas que se identificam com os interesses e comportamentos que adotamos por norma de vida.
O título da presente abordagem, todavia, tem outro direcionamento. Ele foi motivado pelos constantes lamentos que ouvimos de baixa freqüência ou participação em eventos organizados para estudar e divulgar o Espiritismo. Então, brincamos com o título, como a dizer, em função de programas, títulos, horários, dias, que nem os espíritos vão...
É que alguns detalhes são vitais para o sucesso de freqüência nos eventos que programamos:
a) Citar o dia da semana. Normalmente observa-se informativos, cartazes e divulgações em geral citando apenas o dia. Por exemplo, 10 de outubro, sem citação do dia da semana. Essa informação é vital para situar o evento. É muito conveniente citar o dia do mês e o dia da semana para fixar mais.
b) Título do evento. Sempre há que se considerar que o título do evento, ou da palestra, ou do encontro deve motivar e atrair a participação. Assim também como a maneira como é anunciado. Deve ser com alegria, com estímulo, e não como simples leitura.
c) Horário e dia do evento. É sempre necessário verificar o horário e dia da semana em que se programam os eventos, levando-se em conta a realidade local, da cidade e mesmo da instituição.
d) Divulgação. Deve ser feita por todos os meios possíveis. E-mails, telefonemas, cartas, cartazes, TV, rádio, jornal. E principalmente pelo contato pessoal. E também não adianta com muita antecedência nem muito em cima da hora. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio cabível na realidade própria.
A grande questão é conquistar a pessoa que está lendo o e-mail, o cartaz ou o texto de divulgação, ou conquistar sua sensibilidade quando anunciado verbalmente. A pessoa que está ouvindo ou lendo o texto precisa sentir a importância de estar presente, o quanto o evento vai lhe fazer bem. É quando entra a criatividade de quem divulga, de quem organiza.
Imagine, por exemplo, por outro lado, marcar um evento numa final de Copa do Mundo, ou numa terça de carnaval, ou no Dia das Mães. Por mais que queiramos desviar o foco, o comportamento está muito condicionado a feriados e datas que saem da rotina. Aí é muito difícil. O mesmo ocorre com horários, que devem levar em conta a realidade local e mesmo possíveis eventos nacionais que possam prejudicá-los. Por isso a brincadeira: nem os espíritos vão...
O que se pretende dizer é que todo cuidado precisa ser colocado na divulgação e organização de um evento e o principal ingrediente é sensibilizar o público que se deseja atingir. É na criatividade de quem organiza que está o velho segredo.
Quem ouve a divulgação ou lê um texto precisa sentir que precisa ir... Como fazer isso com a eficiência que se deseja? Eis um segredo.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
DIANTE DO SENHOR - psicografia da médium Sílvia Fernandes Gouveia - Guará/SP
Seria belo Jesus, ter para te oferecer meus olhos enxutos, sem a lágrima do remorso, sem o choro do arrependimento.
Trazer-Te as mãos limpas e puras, sem as marcas dos erros.
Seria magnífico, Senhor, mostrar o meu coração limpo, sem qualquer culpa e meus pés sem as marcas de tantos caminhos enganosos.
Jesus, aceite-me assim como estou: roto, ferido, machucado, pois Jesus, sou agora o fruto de tudo que fiz.
Fiz tudo que quis a minha mente confusa e colhi o amargor da insatisfação e da dor.
Reconheço Senhor, que embora tenha caminhado por lindos campos e viajado por todos lugares belos, é aqui, aos seus pés que me sinto em paz, me sinto pleno.
Embora tenha tido tudo que quisesse e feito o que me agradasse, é assim, sem nada ter, e me apresentando quase desnudo que me sinto rico, pois Jesus, estou tendo a riqueza de sua presença em meu coração, em mim o Senhor está.
De amores e vidas, não sei quantas juras eu fiz e só agora, sentindo o reflexo de seu amor é que venho a descobrir como é bom amar assim, da sua maneira.
Sempre pensei ser culto e sábio e vejo que não consigo nem mesmo entender a mim e nem consigo elaborar uma frase sequer para alegrar-Te o coração e agradecer-Te.
Jesus, brilhei, vivi, amei e enriqueci, mas só agora sei que a vida só pode ser sentida pelas suas pautas.
Então, já que por extrema bondade, visitaste esses meus sítios de dor e vieste me amparar com sua luz amorosa, peço-Te , Jesus que não me deixe aqui entre remorsos e choros, não porque eu tema a dor,mas porque, Senhor, não consigo mais viver por mim.
Seja a luz dos meus raciocínios, o brilho de meus olhos, seja a pureza que eu respire, seja sua palavra em meu falar.
Esteja o Senhor no âmago do meu coração, comande minha vida em sucessivas ondas de amor.
Que meus braços obedeçam a sua orquestra e que estejam a serviço da música do recomeço.
Guie meus passos, e seja o caminho dos meus pés.
Porque não sei viver mais só por mim, seja o condutor dos meus planos e construtor de meus ideais.
E como sei ser nada mais que um réprobo de tanto atraso no lodo da ignorância e do erro, suplico-Te, por favor, e em sublime perdão, se puderes, Senhor, dê-me novo coração. Que eu possa do fundo recomeçar, assim, como o menor de todos os homens, mas me envie de novo ao sol do mundo, para que eu possa te provar, Jesus, a nova dimensão que está a sua vida em minha vida.
Assim, se acontecer, Jesus, nada mais Te peço, entregando-te todo, todo o resto. Faça o quiseres de mim. Não me incomoda o lar em falta, a doença, ausência de pão, mas me dê o dom de falar para que diante de meus desgostos, infortúnios e dores, eu possa cantar a todos os homens:
Sublime sejas, obrigado Senhor!
Mensagem psicografa na noite 14/01/2004, médium Sílvia Fernandes Gouveia – Guará/SP
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Reencarnação - reportagem do programa Fantástico - TV Globo
Reportagem sobre o tema "Reencarnação", exibida pelo Programa Fantástico da TV Globo em 08 de agosto de 2010, fazendo menção ao Espiritismo codificado por Allan Kardec.
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