quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

sábado, 27 de novembro de 2010

SOBRE CÉLULAS TRONCO - Waldemar Gonçalves Junior


(publicado no Mentes do Amanhã - Ano I - Edição 2 - setembro/2008)

19. O homem não pode, pelas investigações das ciências, penetrar em alguns dos segredos da natureza?
– A ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas, mas não pode ultrapassar os limites fixados por Deus.
Quanto mais é permitido ao homem penetrar pelo conhecimento nesses segredos, maior deve ser sua admiração pelo poder e sabedoria do Criador; mas, seja pelo orgulho ou fraqueza, sua própria inteligência o torna, muitas vezes, joguete da ilusão. Amontoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdades e quantas verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho.

Muito se fala hoje em dia sobre as células tronco. Mas o que é uma célula tronco?
É um tipo de célula que pode se diferenciar e constituir diferentes tecidos do organismo. As células-tronco são auto-replicantes ou seja, podem gerar cópias idênticas de si mesmo.
Em alguns casos a clonagem é um método de reprodução normal para muitos seres. As bactérias, por exemplo, têm uma célula só e se reproduzem, portanto, por meio da clonagem. Então, toda bactéria nasce clonada, ou seja, são cópias genéticas perfeitas das mães, que duplicam seu “corpo” para depois se dividir em duas.
Nos demais organismos, a reprodução só ocorre por meio da fecundação, ou seja, através do óvulo e do espermatozóide. Na fecundação, o óvulo e o espermtozóide se unem somando seus genes, de maneira que a célula formada passa a ter dois conjuntos de DNA. A partir daí, ela se multiplica e se divide sucessivamente, se transformando em um embrião.
Existem, portanto, duas formas de clonagem. Uma, com fins terapêuticos, outra com fins reprodutivos.
Com a reprodutiva, objetiva-se fazer a cópia de um indivíduo, técnica pela qual transfere-se o núcleo para um óvulo sem núcleo. Havendo a divisão do óvulo, transferindo-o para um útero humano e se desenvolvendo, obter-se-á a cópia do indivíduo de quem foi retirado o núcleo da célula.
Quando os fins são terapêuticos, as células são multiplicadas em laboratório para formação dos tecidos. A partir daí, os benefícios podem ser muitos, pois as células-tronco podem se transformar em qualquer parte do corpo. Através da injeção de células-tronco, essas passam a funcionar como as defeituosas, podendo-se tratar de doenças neuro-degenarativas, Mal de Huntington, Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, Paralisia, Cirrose, Diabetes, Queimaduras, etc.
Muito se questiona a respeito de o Espiritismo ser contra ou a favor a utilização das células-tronco. Ora, esse é um questionamento de difícil resposta. Afinal, se o Espiritismo se posiciona como uma Ciência, deve assumir uma postura de pensamento científico. Como filosofia deve refletir sobre o assunto, permitindo que cada um possa dentro de suas concepções posicionar-se contra ou a favor do assunto.
A clonagem humana é alvo de muita polêmica e resulta, naturalmente em uma proibição mundial, em função de uma série de fatores, que implicam em inúmeros questionamentos de natureza ética. Quem seriam o seres clonados? Que espíritos habitariam esses corpos? Haveriam espíritos? Quais os interesses por detrás dessas pesquisas? Qual o proveito disso para a sociedade?
Sabe-se, além disso que, em 100 tentativas, 95 não terão sucesso; e mesmo as gestações que prosperarem poderão não obter sucesso, começando por um envelhecimento celular precoce.
Quanto a sua finalidade terapêutica, vemos o surgimento de um conceito revolucionário dentro da ciência, em especial na medicina, em decorrência dos enormes benefícios advindos de tal descoberta.
É imprescindível, portanto, adquirirmos conhecimento sobre as bases da Doutrina Espírita, a fim de poder questionar o aspecto ético de pesquisas dessa natureza, entretanto, a posição é e será sempre pessoal, cabendo ao Espiritismo e as demais correntes filosóficas e religiosas, nortear a sociedade a um comportamento ético, baseada no bom senso e no respeito a vida e sua interação com o todo.
Existem, naturalmente, muitas dúvidas a respeito do assunto; o que é natural, e como espíritas, temos que aprender a conviver com elas, compreendendo que as respostas virão com o tempo.
O que importa, é estarmos sempre firmes com o objetivo do conhecimento da verdade, estando abertos a adoção de novos conceitos.
Afinal o mundo evoluiu muito desde o surgimento da Doutrina Espírita, e é preciso que nós espíritas tenhamos a mente voltada para novas descobertas no cenário científico, recordando esse trecho de “A Gênese”, Cap. 1: Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ele a aceitará.”

domingo, 14 de novembro de 2010

VIDEO-MENTES: Programa Conexão Repórter: Vida após a Morte (Rede Amigo Espírita)



Programa Conexão Repórter do STB, comandado pelo Jornalista Roberto Cabrini, aborda o tema "Vida após a Morte". Destaque para a entrevista com o médico psiquiatra e espírita Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, já muito conhecido no meio espírita pelas pesquisas desenvolvidas sobre a glândula pineal e sua importância no âmbito da mediunidade. A reportagem mostra experiências científicas do Dr. Sérgio relativas às reações no corpo físico do médium durante a psicofonia. Também fala do seu método de tratamento que alia Psiquiatria tradicional e Espiritismo.

sábado, 6 de novembro de 2010

RESPONDENDO AO LEITOR - Filhos e Planejamento Familiar


(Publicado no Jornal Mentes do Amanhã - Ano III - Edição VII - Setembro/Outubro de 2010)

Pergunta feita por Adrieli Cristina - participante da Mocidade Espírita "A Caminho da Luz" (Ipuã/SP)

Estamos estudando na nossa Mocidade o Livro " Não Pise na Bola" de Simonetti, e ficou uma dúvida entre nós sobre a Concepção que gostaríamos que nos esclarecesse ; Se na espiritualidade é planejado a quantidade de filhos e se o casal ao encarnar não os têm, a uma negligencia por parte deles; ou quando se têm mais filhos também não ocorreu um replanejamento, perguntamos isto pois vemos muita jovens grávida e sem condições física e psicológica para criar seus filhos, por que é permitido isto? - ( Adrieli Cristina - participante da Mocidade Espírita " A Caminho da Luz - Ipuã)


Pergunta respondida por Alan Martins (Ribeirão Preto/SP)
A questão é muito pertinente. Obrigado. No departamento da reencarnação, o planejamento constitui atividade prioritária. Em “Missionários da Luz” (capítulos 12 e 13), André Luiz nos reporta sobre como, na erraticidade, a preparação para uma nova encarnação compreende desde opções relativas a características do corpo físico até a escolha da família em que o espírito reencarnará. Este planejamento, grande parte das vezes, é feito com a participação do próprio ser reencarnante. Este, inclusive, em maior ou menor grau, participa da escolha dos gêneros de provas que irá enfrentar, dentro dos ditames da lei de causas e efeitos. Claro que isto não é regra absoluta, havendo espíritos mais recrudescidos que não têm condições de discernimento, o que explica reencarnações forçadas ou provações pura e simplesmente impostas e moldadas pela lei de ação e reação. Mas isto é outra questão, cabendo aqui voltar à situação daquele que planeja a quantidade de filhos e, depois, pela anticoncepção, frustra a vinda de espíritos com que se comprometera no plano espiritual, ou então, para os casos de gravidez precoce ou indesejada, aparentemente em descompasso com os planos pré-encarnatórios. Nesses pontos, deve-se chamar a atenção para a sistematização das leis de Deus e lembrar que, em harmonia com a lei da reencarnação, incide também o livre-arbítrio dos espíritos. Emmanuel nos lembra que a Doutrina Espírita concebe nossas consciências livres para o planejamento familiar e a anticoncepção. O exercício desse livre-arbítrio começa na erraticidade, mas termina no plano terreno, quando a quantidade de filhos, em razão de nossas condutas e imperfeições, fica muitas vezes aquém ou além do compromisso assumido no plano espiritual. Então, a primeira parte da resposta à pergunta resume-se em uma palavra: livre-arbítrio. E a segunda reside na lógica. Ora! Se tudo que fosse planejado no mundo espiritual fosse seguido à risca em nossa existência terrena, onde estaria a explicação para os infortúnios, crimes e outras desventuras da humanidade? Fosse assim, em uma única jornada terrena, todos evoluiriam e ninguém sucumbiria às provas e expiações, o que definitivamente não é a realidade.