terça-feira, 16 de fevereiro de 2010


Biblia do Caminho
“O Caminho” é uma compilação das obras completas de Allan Kardec e Francisco Cândido Xavier, além de uma versão do Antigo e Novo Testamentos no formato HIPERTEXTO. É um livro eletrônico que contém uma verdadeira biblioteca espírita digital on-line, constituído de uma coleção de livros virtuais inter-relacionados e um Índice Temático Principal — poderosa ferramenta de busca por assuntos, nos mais de mil temas disponíveis para pesquisa.
Para baixar gratuitamente, basta acessar http://ocaminho.com.br/ e escolher algum dos servidores disponíveis.
As únicas advertências que fazem são as seguintes: "Se você possui uma versão anterior que tenha expirado ou não, desinstale-a primeiro antes de iniciar a nova instalação que possui vida útil de 180 dias. ATENÇÃO, o Link 01 irá baixar um arquivo executável e o Link 02 um arquivo zipado. As Licenças de uso (Registros) desse programa só poderão ser comercializadas pelas Editoras Associadas que detêm o Direito Autoral das obras nele reunidas; sua versão TRIAL continuará sendo distribuída até o início da comercialização; por enquanto ele é gratuito. (Para consultar a relação das Editoras Associadas à Bíblia do Caminho, depois de instalado o programa, consulte “Direitos Autorais” no Índice Temático)".

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010


Reportagem do Jornal "O Estado de São Paulo" sobre o lançamento do filme "Nosso Lar"

Experiência espiritual traduzida em imagens
Previsão é que efeitos de Nosso Lar, baseado em Chico Xavier e dirigido
por Wagner Assis, estejam concluídos até março; estréia será em setembro

Cinéfilo que se preze deve se lembrar da obra-prima do autor japonês Hirokazu Kore-Eda, Depois da Vida. Após a morte, as pessoas são levadas a uma estação intermediária, na qual escolhem o momento de suas vidas que será recuperado para que elas o levem para a eternidade. Kore-Eda talvez não tenha lido Chico Xavier, e muito menos o primeiro dos 16 livros que lhe foram ditados pelo espírito de André Luiz, mas a essência é parecida. Nosso Lar mostra a primeira etapa da vida após a morte. Neste ano do centenário de nascimento de Chico, não é só a vida dele que ganha filme dirigido por Daniel Filho, com estreia prevista para a Semana Santa, quando se estará comemorando a data. Nosso Lar também vai chegar ao cinema, mas só em setembro.

No mês que vem, Lon Molnar conclui os efeitos de Nosso Lar e a previsão da produtora Iafa Britz, que assina o filme pela Cinética, empresa do diretor Wagner de Assis, é ter a primeira cópia pronta em maio, para trabalhar o lançamento, que deve ser um dos mais importantes do ano. Iafa inicia nova etapa profissional abandonando a Total Entertainment, que lança na sexta, no País, High School Musical - O Desafio. Não houve briga entre as partes que compunham a Total. "É o momento de eu seguir carreira-solo", diz Iafa, mas Nosso Lar ainda não tem a marca de sua produtora.

São pelo menos cinco anos de trabalho. Iafa ouviu do diretor que queria fazer este filme pela primeira vez em 2004 ou 2005. Não foi fácil adquirir os direitos do livro, mas as coisas começaram a se tornar viáveis quando a Fox embarcou no projeto. Para os padrões do cinema brasileiro, é um filme caro e os efeitos contabilizam cerca de 30% do custo - os mais caros da cinematografia nacional. Iafa explica que valeu a pena esperar. "Há cinco anos não tínhamos dinheiro nem a tecnologia necessária para fazer o filme com acabamento."

Ela conta que o precedente de Bezerra de Menezes, mesmo que ambos os filmes sejam diferentes, foi importante porque mostrou que há um público interessado nesse tipo de produção. Mesmo assim, evita o entusiasmo antecipado. Se o filme fizer milhões de espectadores, ótimo, mas será consequência da qualidade ou do apelo popular, até mesmo daquilo que Daniel Filho tiver conseguido emplacar com sua cinebiografia de Chico Xavier. "Essa história é muito rica e bonita. O filme fala de espiritualidade, de esperança. Não é um projeto comum e, por isso, conseguiu tantas parcerias. Lon (Molnar) se associou à gente, o compositor Philip Glass, também. Estamos muito gratos pela participação deles, mas estamos pagando aquilo que um filme caro brasileiro pode pagar."

Lon Molnar já havia conversado com o repórter pelo telefone, em dezembro, da sede de sua empresa no Canadá. Você pode saber mais sobre a Intelligent Creatures no site, http://www.intelligentcreatures.com/#People. Molnar admitiu que estaria cobrando, e gastando, muito mais se a produção fosse hollywoodiana, mas disse que o filme, em termos de invenção e acabamento, não ficará devendo nada aos demais que integram seu currículo, e um caso recente é o de Watchmen, de Zack Snyder. Ele adorou trabalhar com o universo de super-heróis de Snyder e acrescentou que o diretor não é apenas aberto a sugestões, mas também sabe o que quer e consegue motivar a equipe a fazer o que deseja. O caso de Nosso Lar é diferente. Ele chega a citar outro trabalho recente, Babel, de Alejandro González Iñárritu. "A base aqui também é real e a diferença é que estamos tratando de uma experiência espiritual visceral. Como traduzir isso em imagem?" Ele conta que um dos principais técnicos da companhia foi enviado ao Brasil para preparar, e acompanhar, a filmagem. "A escolha das locações foi muito importante. Muitas vezes a colocação da câmera ou o uso de azul como fundo já previa o efeito a ser aplicado posteriormente. Não se filma de qualquer jeito e depois aplica o efeito. Não é assim que funciona."

A produtora cita exemplos. "Quem leu o livro sabe a importância que assume a muralha no isolamento do mundo espiritual. A ideia inicial era construir uma muralha de três metros e depois trabalhá-la na pós-produção. Terminamos construindo uma muralha de 70 metros em Sagatiba e, mesmo assim, ela foi ampliada para cerca de 8.700 metros, criando um efeito impressionante." Quem conhece a Praça Paris, no centro do Rio, perto da Cinelândia, vai ter dificuldade para identificá-la como a base da entrada do "nosso lar", constituído pela governança e pelos ministérios. "Em toda parte, o conceito consistiu sempre em combinar áreas construídas com efeitos. Não posso ceder nenhuma foto da Praça Paris modificada porque os efeitos não estão concluídos e está com cara de 2-D. Mas depois me cobrem se esse material não estiver muito impressionante."

No telefone, Molnar admitiu que nunca havia visto, nem ouvido falar, de Depois da Vida, mas ficou curioso pelo trabalho do cineasta japonês e adorou os detalhes o fato de, no limite, o pedaço de vida que as pessoas escolhem após a morte virar uma metáfora do próprio cinema. Nosso Lar trata justamente do choque das pessoas na passagem para outras esferas. "Temos um elenco muito forte e eu seria irresponsável se começasse a destacar algumas participações, mas não resisto a enumerar duas. Renato Prieto faz o protagonista e é através dele que entramos nesse universo. Rosana Mulholland vai deixar todo mundo chapado. Ela é a personagem que se revolta com a morte e quer voltar. Acredito que seja a personagem mais passível de identificação e ela, além de belíssima, põe intensidade de arrepiar nas cenas."

Iafa Britz ainda está muito envolvida no processo de Nosso Lar, mas gostaria muito de acreditar que, se o filme estourar, como espera, as pessoas não reconheçam somente a importância e emoção do tema. "Essa equipe toda está ralando muito para fazer o grande filme que Nosso Lar merece. Chico Xavier foi um iluminado, todo mundo sabe. Daniel (Filho) filma o homem, Wagner (de Assis) resgata a obra. Essa obra merece ser vista pelo que carrega de compaixão, de possibilidade de entendimento. Os efeitos estarão lá, mas não para chamar a atenção. O que importa é a história." Foi o que também disse Molnar. "Quando o efeito se torna mais importante que o contexto, qualquer profissional sério vai achar que falhou. Queremos o melhor, mas não por exibicionismo. O que importa é a história, essa história."



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010




Novela da Globo abordará abssessão

A Doutrina Espírita vem sendo tema recorrente em novelas da Globo.

Dessa vez Elizabeth Jhin ficou encarregada de trazer para as telas a novela ALÉM DA VIDA que terá como protagonista o ator Humberto Martins, um pai atormentado pelo espírito do filho (Jayme Matarazzo Filho), morto em um acidente e que volta do umbral para atrapalhar a vida amorosa do pai que se apaixonará perdidamente por sua ex-namorada (Nathália Dill).

Tanto a autora, como os três atores principais estão estudando as obras do espírito André Luiz para poderem compor a trama e os personagens.

O tema será a obsessão e a lei de causa e efeito.

A novela começa a ser produzida na segunda quinzena de janeiro e uma área enorme do Projac já foi reservada para ambientar o umbral. Um campo de golfe próximo ao jardim Botânico também já foi reservado para as cenas que se passarão na colônia Nosso Lar.

Segundo a autora a novela trará um diferencial para o Espiritismo. Pela primeira vez será mostrado uma chefe do umbral em vez de um chefe homem.

A atriz Joana Fomm está sendo sondada para viver um espírito maligno que comanda boa parte do umbral onde o rapaz será levado após a morte e será ela quem o incentivará na vingança.

A novela será muito parecida com A Viagem. Começa em março ou abril.

Fonte: Caderno da TV/Jornal A Tarde dom. 10/01/10

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010



O Mentes já havia postado o link para o trailer oficial do filme "Chico Xavier".
Vejam agora este novo trailer. Difícil segurar a emoção. É de verter lágrimas.
Imaginem como vai ser assistir ao filme!



segunda-feira, 21 de dezembro de 2009



RESPONDENDO AO LEITOR

(Mentes do Amanhã - Ano II - Edição VI - Novembro/2009)

Pergunta feita por Susi Meire da Silva Zuffi - cidade de São Joaquim da Barra:
 
Tenho uma irmã espírita que sempre diz que todos os nossos sofrimentos são resultados de nossos comportamentos e vidas anteriores, ela fala da lei de causa e efeito. Você poderia explicar melhor? Porque as vezes me questiono se na verdade não seria castigo de Deus. Por que o bem que faço nesta vida não atenua o mal de outra? Por que tanta gente boa sofrendo?
 
Pergunta respondida por Alan Martins - cidade de Ribeirão Preto:

Congratulamos e agradecemos a amiga leitora pelo ótimo conteúdo da pergunta. As vicissitudes desta vida têm duas fontes possíveis: a vida presente ou as vidas passadas (Allan Kardec, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. V, item 4). Em outras palavras, o sofrimento das pessoas no plano terreno é conseqüência natural do caráter e das atitudes pretéritas. De acordo com a lei de causa e efeito, compreendida no contexto da pluralidade das existências, muito do que colhemos hoje foi plantado em nossas encarnações passadas. Dessa forma é que se pode melhor entender o sofrimento daqueles que consideramos boas pessoas nesta existência. Certamente, erraram em outras encarnações, expiando agora as faltas cometidas. E nesse ponto, cumpre dizer que as provas e o sofrimento não se revelam como “um castigo de Deus”. O Pai soberanamente justo e bom não poderia punir seus filhos impiedosamente. Além de ser uma decorrência de nossos próprios atos, o sofrimento é uma conseqüência puramente pedagógica. Na verdade, pela benção da reencarnação, Deus nos concede a oportunidade de aprendizagem, reforma íntima e evolução espiritual. E sob este ponto de vista, cabe indagar: será que o bem que fazemos nesta vida realmente não atenua o sofrimento decorrente dos males do passado? Quando uma pessoa boa nesta existência sofre de uma patologia incurável, mas sem risco de morte, será que não está sendo poupada de uma doença fatal e muito mais dolorida? E quando não se consegue empregos melhores, será que a pessoa não está se livrando do mal maior que seria o desemprego? Logicamente, a recíproca é verdadeira. Será que as conseqüências dos males pretéritos, não se agravam pela reincidência nesta encarnação? Em síntese, não nos lembramos das vidas passadas e não sabemos se o fardo que suportamos está mais ou menos leve do que merecíamos carregar quando reencarnamos. Mas uma coisa é certa: a lei de causa e efeito tem lógica. O que não teria lógica seria pensar em alguém, aparentemente sem faltas nesta existência, sofrendo nesta encarnação sem que tenha tido uma vida passada para se fazer devedora a ponto de passar por aquela prova.

domingo, 13 de dezembro de 2009



A FELICIDADE DE SER ESPÍRITA E A FELICIDADE DO SER ESPÍRITA


Sílvia F. Gouveia (Guará/SP)
Sonia Santos (Ituverava/SP)

Que a felicidade faz parte do espiritismo não há dúvida. Somente com a chave que o conhecimento da reencarnação nos traz, seremos capazes de entender o Sermão do Monte e suas bem-aventuranças poéticas e eternas. Jesus trouxe-as à Terra de forma sublime e imortal, mas o homem só consegue herdá-las como patrimônio íntimo a gerenciar seus sentimentos quando compreendê-las a partir da premissa da imortalidade, idas e vindas do espírito imortal.

A doutrina espírita codificou ensinamentos imortais e compreendê-los nos faz pessoas mais felizes, com fé mais robusta, com mais serenidade, sem a ansiedade da descrença e da incerteza.

Essa a felicidade de ser espírita. A felicidade de crer, de ter uma fé inabalável, “capaz de encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade”. Por isso mesmo a doutrina espírita é chamada “Consolador Prometido”.

Uma pessoa muito amiga de trabalho espírita nos disse: Existem três fases que a pessoa passa em relação à Doutrina Espírita: 1- Quando entramos na Doutrina Espírita, 2 – Quando a Doutrina Espírita entra em nós, e a mais sublime, 3- Quando a Doutrina sai de nós, por todos os poros em genuíno amor.

Quando entramos na Doutrina Espírita temos um big bang de suprema felicidade. É mesmo um arroubo da alma descobrirmo-nos seres imortais, fadados a felicidade e a perfeição. Quando descortinamos a luz de O Livro dos Espíritos, como o Evangelho do Senhor torna-se infinitamente mais belo...! Majestoso até, tamanha a sua abrangência e sublimidade! Tomamos posse da felicidade de ser espírita.

E então, começamos a meditar, a estudar, refletir, conhecer. Diz-nos Kardec que o estudo da Doutrina Espírita ocorre na intimidade do ser, em momentos profundos de oração e de prece. Ler, estudar para conhecer. Meditar, orar, refletir para aprender.

Essa é a fase em que a Doutrina espírita entra em nós. Já não somos mais o que éramos antes. Como diz Einstein, o sublime missionário da física quântica – “É impossível uma mente voltar a ser do tamanho que era, após conceber uma idéia”. Nós crescemos quando aprendemos. Por isso pode ocorrer de não cabermos mais no mesmo espaço que nos satisfazia antes. Após conhecer realmente Jesus é impossível continuarmos sendo as mesmas pessoas comuns de antes.

Quando a pessoa está nesta fase, a vemos pensativa, voltada para si, em orações profundas. Quieta-se por um período a exaltação de antes. É um momento de maior reflexão, vivido com seriedade e introspecção.

Algumas pessoas vieram justamente nos clamar desta fase, e este o motivo que me pôs a escrever este artigo. Dizem elas: “Parece que o que me fazia feliz antes, agora já não me satisfaz”! “Já não sou a mesma no meu grupo de amigos, parece que estou desencaixada entre eles!”, “Agora parece que estou vivendo como uma pessoa velha, já não tenho meus prazeres mais como fumar ou passar uma noite no carnaval!” E perguntávamos se em algum momento alguém do grupo as havia proibido disso ou daquilo. Respondem sempre que não. Que elas próprias passaram a não se sentir bem nestas atitudes de antes. O mundo não a satisfaz mais como antes!

É que vão percebendo a alegria de outra forma.

O Evangelho nos traz muita lucidez em suas palavras “O Homem no mundo”. Traz-nos a postura sábia de vivermos no mundo sem sermos do mundo.

O que dizer a estas pessoas que sentem esta fase, ou melhor, que vivem estes dilemas? Claro que não ocorre com todas as pessoas. A maioria atravessa sem maiores dores, e com alegria perene e constante vão sublimando-se pelo Cristo através da Doutrina Espírita. Ser feliz é a regra. Esses quadros acima embora comuns, não são regra geral. A maioria das pessoas se adaptam bem a Doutrina, sem exigir mudanças em seu grupo social, pois sabe respeitar as escolhas de cada um, mas sabe também defender o seu direito inalienável de ser o que quer ser, agir como melhor convém á sua própria consciência.

Persistindo no caminho Espírita, descobrirão a profunda felicidade do Ser espírita. O íntimo de seu coração pede uma felicidade mais coerente, mais consistente, mais real. Buscam ser felizes e descobrem que a felicidade é muito mais ampla do que a satisfação dos sentidos. Buscam e descobrem a felicidade de servir, de amar em ação, de ser luz no caminho de alguém. Descobre o que é a caridade, o que é espírito de serviço, abnegação, devoção mesmo. Descobrem o sentimento que ninguém no mundo é capaz de descrever, nem o melhor literato, e nem o melhor artista – É indescritível o que sentimos quando ajudamos alguém, quando acendemos um sorriso, quando apagamos uma lágrima, quando minimizamos uma dor, quando fazemos luz no caminho de alguém.. É quando nós sentimos extensão do amor de Deus à Terra. Percebemos que somos irmãos. E então a dor do outro é a minha dor, a alegria do outro é a minha alegria. Surge a fraternidade real. É quando a pessoa descobre o trabalho em favor do próximo.

Agora a Doutrina espírita sai pelas mãos, pelos olhos, pelos gestos, pelas palavras em atos de profundo amor e serviço pelo próximo.

A felicidade de ser espírita é imensa é radiosa, mas muito mais profunda e significativa é a felicidade do ser espírita. É quando a doutrina espírita transforma todo o seu ser. Ele vive e sente a doutrina fazendo parte de todos seus atos, escolhas e planos. Assim cumpre a Doutrina o que se propôs – tornar o homem melhor aproximando-o de Deus.

“Amar a Deus de todo o seu conhecimento, de toda a sua força, com toda a sua fé. E o próximo como a si mesmo!”

“A religião que não torna o homem melhor, ou é falsa ou foi falseada em seus princípios.”

(Mentes do Amanhã - Ano II - Edição VI - Novembro/2009)